“O futuro pertence aos que veem as oportunidades antes que elas se tornem óbvias” (John Sculley)

 

“O risco advém de você não saber o que está fazendo” (Warren Buffett)

Ambos são ex-alunos da Warthon School, Pensilvânia University. As frases não são recentes, mas traduzem nos dias de hoje a apreensão de muitos que decidem os rumos de empresas, muitas das quais incapazes de traduzir, numa linguagem simples, milhões de informações que acessam todos os dias. As corporações estão cada vez mais distantes da capacidade de ordenar, analisar, avaliar e aferir as mensagens inseridas nas informações que recebem. E desprezam aquelas subliminares, as informações não explicitas as quais, da mesma forma, contém subsídios capazes de antecipar tendências, vulnerabilidades ou expor oportunidades.

O processo decisório numa empresa não deve apenas amparar-se nos indicadores econômico-financeiros, de marketing, de vendas, de produção ou de custos e matérias primas. O ambiente no qual a empresa se insere nos dias de hoje gera milhões de informações importantes para a decisão. Há que se considerar os movimentos do Executivo, do Legislativo, da Comunidade, dos órgãos reguladores, dos concorrentes, dos clientes, dos funcionários, da inovação, da tecnologia, dos acadêmicos, dos pensadores, dos influenciadores, das redes e mídias sociais. Cada vez mais, neste cenário, torna-se imprescindível ordenar tais informações e estabelecer processos e meios para a sua captação e análise capaz de orientar a tomada de decisões.

Os serviços de inteligência têm lidado com estes desafios há anos, orientando governos na tomada de decisão. E não só governos. Diz a lenda que os Rothschild teriam informantes dedicados a acompanhar a batalha de Waterloo. Se Napoleão vencesse certamente as empresas inglesas estariam diante de sérios problemas financeiros. Ao contrário, se Napoleão perdesse, as empresas inglesas seriam valorizadas. Com apenas três horas de antecedência, a família Rothscild recebeu a informação de que Napoleão havia perdido a batalha. E começaram a vender freneticamente suas ações. O mercado entendeu que Napoleão havia ganho a batalha. E seguindo o movimento daquela que já era certamente uma das famílias mais ricas da Europa, os investidores começaram a se desfazer de seus ativos. E foi assim que os Rotschild usaram a informação que detinham e passaram a comprar barato as principais industrias inglesas. Se isto teria acontecido há tanto tempo, o que dizer da importância da informação nos dias de hoje?

As agências de comunicação devem começar a entender que seu principal ativo é a capacidade que detém de captar informações, de monitorar as conversas em diferentes áreas, de interpretar as mensagens e o ruído e, com seus clientes, identificar e traduzir de forma objetiva o que dizem, o que sugerem, o que avisam, o que preveem e o que antecipam. As empresas devem preparar-se para saber lidar com as informações, classifica-las, ordená-las e extrair delas as mensagens criptografadas por um código denominado inteligência estratégica. De agencias de comunicação, para agencias de informação, reunindo a expertise de capturar e aferir as mensagens disseminadas em milhares de canais e por bilhões de sinais. É possível? Sim, com inteligência. Ainda há um tempo até que os robôs consigam substituir a capacidade humana de ler o obvio nas entrelinhas antes dos demais.

Hoje a MSLGROUP Andreoli trabalha com o conceito de “enviroment scaning”, desenvolvido no Brasil por nossa equipe da Publicis Consultants com o suporte da Doutora Raquel Janisseck Muniz, nossa consultora. Não somos espiões, mas tentaremos sempre obter e avaliar as informações que possam prever as tendências e antecipar os problemas, para que nossos clientes, assim como os Rothschild possam ganhar a guerra, e não apenas uma batalha.